Um explorador britânico viaja para a Amazônia em pleno século XX e, no longa, é difícil se importar com suas descobertas

Percy Fawcett (Charlie Hunnam) é um jovem militar cuja profissão é assombrada por erros de antepassados. Um dia, ele é praticamente intimado a fazer uma expedição para a Amazônia, bem na divisa entre a Bolivia e o Brasil. Sua missão é chegar até a nascente do Rio Verde, passando por todos os perigos de uma região nunca explorada e protegida por índios.

Fawcett conta com a ajuda de uma equipe e desbrava o local em busca da tal nascente. Chegando lá, descobre indícios de uma civilização nunca descoberta. Retorna para a Inglaterra, onde afirma e mostra provas de sua teoria. Ao retornar, pela segunda vez ao local, a expedição sofre com alguns contratempos. Anos depois, ele retorna mais uma vez (calma não dorme, lê o texto até o final) com o seu filho e ambos se perdem na região.

Interessante? Sim. Mas vamos por partes. O longa dirigido por James Gray é intrigante, mas sofre de repetição e lentidão. O filme, de duas horas e vinte minutos, investe tempo em muitos elementos que não contribuem para a trama. A parte da expedição é delicada. Primeiro,  por que claramente o diretor não teve autorização de filmar em muitos locais (ou não era possível mesmo). As cenas no Rio ganham tela repetitivamente; os índios têm suas culturas e costumes demasiadamente mostrados, cansando a audiência sem trazer muita informação; a problemática que é revelada na segunda ida do explorador ao local, não envolve os telespectadores; e os personagens periféricos ao Fawcett não ganham espaço para ganhar a atenção do público. O grande problema de Z: A Cidade Perdida é a edição que não soube enxugar o longa, dar dinamismo e de fato cativar com uma premissa que sim, é interessante.

Infelizmente, este retrato, baseado em uma história real, não dá o devido valor e vigor à história como deveria. Nem mesmo o elenco secundário, formado por Sienna Miller, Tom Holland e Robert Pattinson, segura a trama que, apesar de tudo, é bem comandada por Charlie Hunnam.

Z: A Cidade Perdida é um longa que precisava ser mais de aventura do que de drama/biografia. Aí teríamos um filme atraente. Melhor fantasiar do que ser prolixo com um tema delicado que envolve a selvageria de um povo, a extração de borracha e o conflito entre Bolivia e Brasil pela posse da Amazônia. O longa flerta com esses pontos, mas morre na beira do rio mordido por piranhas.

Uma pena.

Estreia dia 1º de junho.

Küsses,

Comentários

ResumoZ: A Cidade Perdida que continua perdida......
2.7
Critérios
Direção
Roteiro
Elenco
Produção / Fotografia
O que observar:
  • A forma como os índios são retratados ao longo de todo filme, estereotipa demais e deixa de lado a cultura/costumes em si.
  • Elenco de apoio é bastante esquecível.
  • O lance da extração ilegal de borracha é super interessante e esquecido pelo reteiro.
  • Sienna Miller só sabe viver gente sofrendo. Que pé no saco sua personagem.
  • Tom Holland é um desperdício de talento.
Avaliação dos leitores: 0(0 Votos)
Dê sua nota