The Legend of Zelda: Breath of the Wild
cria um novo rumo para a franquia

Ah esta altura do campeonato, todo gamer que já explorou alguma era da cronologia bizarra de Hyrule sabe como funciona um jogo da série Zelda. Um jovem que não fala, com seu confiável gorro de elfo e uma espada milenar mágica desbrava o reino mágico em busca de itens específicos, masmorras repletas de monstros e quebra-cabeças e um confronto final contra Ganon. Se tudo for feito direitinho, a princesa é resgatada e os créditos rolam. Apesar de raramente a franquia não oferecer exemplos primorosos de qualidade, Breath of the Wild supera, e muito, alguns de seus antecessores.

Um reino derrotado

O jogo começa com Link despertando em uma câmara estranha. Este é o herói escolhido de um século atrás que infelizmente falhou em sua missão. Nos últimos 100 anos, boa parte de Hyrule foi tomado pelo mundo natural e o antes imponente castelo da família real agora serve como um soturno lembrete de tudo que foi perdido. Sua missão como jogador é retomar suas forças e partir para uma revanche contra Ganon.

Um Link com o passado

A maior influência em Breath of the Wild é o Legend of Zelda original. O jogo abandona a estrutura rígida e linear de jogos anteriores e cria uma experiência verdadeiramente única. Hyrule é completamente aberto desde o começo do jogo, as masmorras, aqui representadas como quatro gigantescos animais automatizados, podem ser realizadas em qualquer ordem e a estrutura de progresso não depende de itens únicos.

A trama minimalista apenas serve para incentivar o jogador a explorar cada canto do mundo em busca de segredos e novas missões. O verdadeiro charme de BOTW é navegar o riquíssimo mundo de Hyrule onde há cada 10 metros existe algo de fascinante para observar ou fazer. Muitos jogos de mundo aberto limitam a experiência com recursos já batidos, como por exemplo, a liberação de “torres” – um recurso cansativo – que revela parte do mapa e dezenas de atividades repetitivas. No caso de BOTW, a liberação do mapa não revela nada mais que a topografia do terreno, cabe ao senso de aventura do player para desvendar o que cada região esconde.

Monstros e o mundo

O mundo selvagem de Hyrule é o maior antagonista de Breath of the Wild. Além de monstros que espreitam em números superiores que incentivam uma abordagem tática para derrota-los, usando elementos do ambiente para reduzir seus números antes do confronto direto, o próprio território hostil constantemente desafia o jogador. Link tem uma quantidade limitada de stamina para escalar, correr e planar – e sem pausas adequadas para se recuperar, o personagem pode despencar de penhascos ou se afogar no meio de rios. A única forma de recuperar corações de vida é com descanso e alimentação, não existem mais os arbustos que oferecem munição, rupees e cura plena. Armas e escudos também têm duração limitada, e seu uso deve ser feito de forma inteligente, especialmente em regiões com poucos recursos.

Breath of the Wild também vai aumentando a dificuldade conforme Link se torna mais forte, disponibilizando armas melhores e inimigos mais poderosos. É um elemento interessante e casa com a construção da história. Um dos maiores problemas de jogos de mundo aberto é o desafio entre conciliar a apresentação de uma história e oferecer ao jogador total liberdade, criando histórias onde o ritmo fica estranho. Em BOTW, além da história interferir muito pouco no decorrer do jogo, ela serve para incentivar que tudo seja explorado e completado, afinal, Link não está perdendo seu tempo com side quests inúteis, mas sim, acumulando mais vida e stamina, colecionando armaduras mais poderosas e novas habilidades que o ajudarão a finalmente derrotar Ganon.

Gameplay

O controle de combate é simples o suficiente para não intimidar jogadores principiantes, porém conta com alguns recursos interessantes para jogadores mais avançados. Desvios com o timing certo permitem uma sequencias aniquiladora de golpes, bloqueios sincronizados não desgastam o escudo e conseguem atordoar inimigos mais fortes e até devolver em cheio o devastador ataque dos Guardiões.

O comando de exploração é versátil, permitindo que Link escale qualquer superfície (com exceção de chuvas), nade, corra e use o planador para atravessar grandes distâncias. É  o segundo jogo da série após Zelda II: The Adventure of Link que tem um botão dedicado a fazer o personagem pular.

E no fim

The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi um dos jogos mais influentes na transição de 2D para 3D e desenvolveu mecanismos que se tornaram padrão em muitos games subsequentes que incentivam aventura e exploração. É fascinante ver como The Legend of Zelda: Breath of the Wild estudou padrões de games modernos para criar sua experiência, e ao enxugar a estrutura inchada de jogos modernos de mundo aberto, ajudou a renovar o gênero antes da estagnação.

Até a próxima!

Comentários

ResumoApós 100 anos adormecido, Link desperta para derrotar Ganon
5.0
Critérios
Gráficos
Controles
Trilha Sonora
Observações:
  • Existe uma expansão bastante honesta que inclui o modo Master Quest, uma sequencia de novos desafios para aprimorar a Master Sword e novas armaduras.
  • Além disso, oferece uma nova dungeon que sai mês que vem.
  • Fiquem atentos para trilhas clássicas de Zelda aparecendo furtivamente durante o jogo.
Observações:
  • A dublagem de alguns personagens não ficou tão bom, mas é um ponto mínimo.
  • Apesar do pouco número de masmorras, existem mais de 120 shrines com desafios únicos para descobrir.
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