Planeta dos Macacos: A Guerra estreia dia 3 de agosto
e encerra a franquia com um gosto azedo de comida vencida

Calma, não vamos bater tanto assim no filme. É que esta nova trilogia veio tão bem com seus dois primeiros filmes que, ao vermos Planeta dos Macacos: A Guerra, a decepção tomou conta dos nossos gélidos corações. O longa em si não é 100% ruim, mas sofre por não conseguir ter o peso emocional como LOGAN. “Coca-Cola não é Pepsi!”. Sim, sabemos, mas ficou um final meio: “pode ser?”.

César (Andy Serkis) precisa de um lar maior para a sua família. Um raivoso Coronel (Woody Harrelson) surge no caminho deles aniquilando macacos sem piedade. César sofre um ataque e precisa rebater. Ao tentar proteger seu bando, ele firma uma guerra contra os humanos. Ao longo de mais de duas horas, acompanhamos uma sangrenta batalha que definirá o futuro da humanidade e dos macacos. O confronto final chegou, mas deixa a desejar por focar demais na evolução psicológica dos macacos e nas atitudes desprovidas de sentimentos dos homens.

Uma jovem sem voz

No inicio da jornada, César, Maurice (Karin Konoval) e Mau (Steve Zahn) encontram um vilarejo com uma garota sem voz. Maurice não quer machucar a jovem, que acaba trilhando o rumo em busca do Coronel ao lado dos macacos. Como uma tentativa fraca de “esperança por dias melhores”, Nova (Amiah Miller) traz a ingenuidade infantil que o longa precisa para trabalhar a dualidade das atitudes dos humanos e macacos. Ela não enxerga o mal, ela não verbaliza o medo. Nova é virtuosa e consegue compreender o certo e o errado sem soltar uma palavra. Certamente a personagem mais interessante e extremamente mal aproveitada.

Homens x Macacos

César quer vingar sua família e seu bando. Coronel quer vingar os humanos. César e todo seu bando são capturados pelos humanos e a escravidão toma conta de boa parte do filme, mostrando o que o homem é capaz de fazer para sobreviver. Eles não sabem lidar com a inteligência dos macacos e os macacos não sabem lidar com a ignorância dos homens. Viver pacificamente está fora de cogitação e Planeta dos Macacos: A Guerra entra em guerra.

Vale a pena?

A trama principal é tecida em clichés. A intolerâncias de ambos os lados fomenta uma guerra violenta, calcada em pontuais atitudes de específicos personagens que têm “esperança por dias melhores”. O resultado final é amargo, pois faltam momentos épicos e memoráveis. A problemática é a fuga dos macacos, e sua resolução pouco poética. Perde-se um pouco da teatricalidade e delicadeza exploradas nos longas antigos, que souberam criar uma visão do mundo pós-apocalíptico liderado por uma nova geração de animais. Aqui, a audiência “samba” entre a decisão de torcer para um lado ou para o outro, e acaba engolindo o final escolhido sem muita opção ou espaço para a imaginação.

Planeta dos Macacos: A Guerra não tem o mesmo fôlego de LOGAN, tem um visual interessante e excelente uso da tecnologia de captação de imagem, mas acaba descendo com gosto de Pepsi ao tentar ser uma Coca-Cola. Uma pena.

O longa estreia dia 3 de agosto nos cinemas.

Küsses,

Comentários

ResumoÉ GUERRA! PEGA A GUERRA!
3.5
Critérios
Direção
Elenco
Roteiro
Enredo
Produção / Fotografia
Observações:
  • A menininha muda tá lá largada..
  • Tem um fosso, que tem uma porta e tem água e essa porta fecha e é isso.
  • Coronel tá brabu...sério!
  • O César também tá brabo!
  • Tá todo mundo brabo!
  • Até nóis tá brabo!
Avaliação dos leitores: 9.3(2 Votos)
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