Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar resgata
o peso da lenda dos piratas sem inovar

Lá vamos nós embarcar na quinta aventura desta franquia Disney. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar já está em exibição nos cinemas. O que esperar deste filme? Uma aventura genérica, bem feita, que resgata a lenda dos piratas, mas que não se esforça para inovar, reinventar ou trazer algo inédito. Redundante, né? Sim, exatamente como o filme, mas ainda assim você vai para o cinema assistir.

Will Turner (Orlando Bloom) segue amaldiçoado. Seu filho o procura aos 10 anos e promete que fará de tudo para quebrar a tal maldição. Eis que surge a ferramenta “tridente de Poseidon”, o único artefato capaz de acabar com todas as maldições aplicadas aos piratas. Anos depois, já adulto, Henry Turner (Brenton Thwaites) descobre que Jack Sparrow (Johnny Depp) é a chave para a localização do tridente.

Enquanto isso, a astróloga Carina Smyth (Kaya Scodelario) também tem um recurso que encontrará o tal tridente. Obviamente que os três se encontram e partem para uma jornada. Mas, porém, contudo, entretanto, o Capitão Salazar quer se vingar de Jack e tomar posse do Tridente para, além de se livrar de sua maldição, controlar todos os mares.

O longa é uma cópia descarada da primeira aventura, mas pelo menos consegue resgatar, com primor, a essência da lenda dos piratas, a emoção estilo Disney – com uma reviravolta interessante envolvendo o Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) – e tudo isso com uma direção fantástica.

Os diretores Joachim Rooning e Espen Sandberg (Marco Polo / Netflix) entregam cenas criativas. Os duelos entre navios, o roube de um cofre de um banco e a cena que envolve uma guilhotina, já farão valer o seu ingresso do cinema. Um destaque especial para os belíssimos takes do navio de Salazar literalmente engolindo outras embarcações. Sim, um show de CGI.

Outro ponto importante: Jack Sparrow tem menos tempo de tela. Os jovens Brenton ThwaitesKaya Scodelario são os novos Orlando Bloom e Keira Knightley, com um pouco menos de atuação dramática pela mocinha nova em questão. Mesmos assim, o novo “casal” sustenta seus personagens e carregam o longa em muitos momentos. Sabemos que a audiência, a Freakpop, e todo mundo que está lendo este texto, estão cansados de Depp no papel, mas em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar o personagem passa boa parte do tempo bêbado e poucas piadas saem dele. Oremos! Valeu, Disney!

A trilha sonora – original do Hans Zimmer – ganha adaptação por Geoff Zanelli e empolga nas cenas mais eletrizantes. A música tema ainda é um elemento ímpar desta franquia.

Vale a pena ver no cinema? Vale! Piratas do Caribe, quanto saga, não “amadureceu” de forma saudável, tanto que agora teve que resgatar as facetas dos primeiros filmes para “se reerguer” após a desastrosa quarta sequência. Mas graças aos produtores e direção, a franquia ganha um fôlego para ser admirada nas telonas.

Certamente os fãs sairão fascinados pelo visual, emocionados por uma certa morte e satisfeitos pelo retorno da essência pirata. Algumas coisas ainda assim estão repetidas? Sim! Mas não estamos falando para vocês analisarem as quatro obras anteriores, nós e que somos chatos e a comparação, inevitável. Se você quer se divertir, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar já está no cinema e vale sim um baldão de pipoca!

Ah! Javier Bardem está assustador como Capitão Salazar. Enfim, tchau! Boa sessão. Não espere o melhor filme da franquia, mas saiba que você sairá sim entretido. No final, é o que realmente importa, né?

Küsses,

Comentários

ResumoCapitão Salazar quer se vingar do Jack Sparow enquanto dois jovens buscam o Tridente de Poseidon.
3.7
Critérios
Direção
Elenco
Produção / Fotografia
Roteiro
Pontos fracos:
  • A repetição do casal como no primeiro filme.
  • Jack Sparrow sempre se dando bem.
  • Piadas repetidas.
Pontos fortes:
  • Javier Barden está bem como vilão.
  • Cenas bem dirigidas!
  • Ritmo do filme não está cansativo.
Avaliação dos leitores: 4.8(1 Voto)
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