Maze Runner – A Cura Mortal encerra a última
saga teen de distopia (Ufa!)

Não sabemos nem por onde começar…Se pela chuva de clichés existentes, se pelas mortes previsíveis, se pelas cenas absurdas de resgates, se pelo vilão invencível, se pela redenção da traidora ou pelo romance banal. Tá, melhor começar pelo roteiro de Maze Runner – A Cura Mortal.

Orientações para ler este texto. Cada cliché/algo sem originalidade do enredo será marcado com uma contagem entre [], ok? Boa leitura!

A história

Thomas (Dylan O’Brien) precisa resgatar as crianças que estão sendo levadas pela organização CRUEL [1] para a Última Cidade [2] (sim a única cidade deste universo chama ‘Última Cidade’). Em uma cena de ação de resgate de pessoas dentro de um trem [3], ele e sua trupe usam carros super velozes [4], manobras radicais [5] e dão saltos super altos para:
1. Acessar o vagão certo [6]
2. Separar este vagão do restante do trem [7]leia este post de um blog que lista várias cenas de perseguição com trens.
3. Prender este vagão num avião cargueiro que foi roubado na mesma cena.
4. Levar o vagão embora voando com quem fez o resgate em cima.

(Itens 3 e 4 são as variantes de cenas de trens, mas quase sempre alguém consegue separar os vagões e algo é preso/levado/destruído e etc….)

Calma, não estamos falando de Velozes e Furiosos, é Maze Runner mesmo. Enfim…Ainda não sabemos o que houve, mas um refém específico não foi resgatado. Minho (Ki Hong Lee) é levado para a Última Cidade e torturado para que o seu sangue seja utilizado na cura da praga. Com isso, Thomas resolve que vai invadir a cidade, matar o vilão, matar todo um exército de agentes treinados e armados e resgatar seu amiguinho. Tudo isso com a ajuda de mais dois amiguinhos. Sim, o cara é o Soldado Invernal.

Missão Resgate que ninguém se importa

Sabemos e respeitamos o valor de uma amizade, mas você colocar todos em perigo por causa de uma pessoa, é f**a. O roteiro não para e explica o real motivo para que Thomas precise tanto assim resgatar o Minho. Ok, talvez se a gente se lembrasse do segundo filme, isso ficaria claro. Mas lembrem-se: um filme (mesmo que continuação) precisa funcionar sozinho e as motivações do heróis precisam estar CLARAS. Sorry, mas Minho quem?

Interesse amoroso

Thomas é apaixonado por Teresa (Kaya Scodelario), mas a jovem tomou outro rumo no segundo filme traindo toda a galera. Agora ela é uma cientista super inteligente que ajuda a CRUEL com a busca pela cura. Mas, porém, contudo, entretanto, Thomas precisará dela para entrar na Última Cidade (amamos repetir isso) para matar Ava Paige (Patricia Clarkson) e Janson (Aidan Gillen). Será que a mocinha terá sua redenção? [8]

Super-Vilão

Falando no Janson, ô homem que num morre! Óbvio que o longa tem o grande confronto e suas revelações vagamente interessantes. Nosso Mindinho, digo, Janson, não fica atrás. O super-vilão faz de tudo para acabar com a vida de Thomas e pela sua acensão dentro da CRUEL, inclusive passar por cima da comandante do local. [9]. Além disso, ele não morre fácil [10], é detentor de um super talento de lutas e tiros [11] e detém algum tipo de informação chocante [12].

A reviravolta

Como tudo em Maze Runner a reviravolta não desaponta: porque é horrível! Alguns personagens morrem, sem propósito, alguns personagens somem e aparecem apenas para salvar o mocinho na hora certa [13], alguns personagens não aparecem mais em tela e Thomas precisa tomar uma grande decisão que mudará sua vida para sempre e o colocará no patamar de O Escolhido™ [14]. O longa é um conglomerado de centenas de filmes de ação que você já assistiu, não tem uma cena que flerta com a originalidade e o final é absurdamente sem sal. Tão sem sal que, quando rola a reviravolta horrível você até acredita que algo bacana irá acontecer, mas não…Fica só na imaginação. É tão ruim que nem seguiram o final do livro, deram um novo rumo pra Thomas e isso é pior do que o já foi inventado.

O filme em si

Apesar de tudo, de todas as cenas “inspiradas” em outros filmes e a descarada obviedade do roteiro, Maze Runner – A Cura Mortal é honesto: ele entrega um começo, meio e fim, tenta não deixar pontas em aberto, oferece cenas emotivas, reforça a importância de uma amizade num mundo distópico [15] e termina com um final feliz ao som de alguma música pop atual ruim [16]. Ou seja: não dá pra bater mais do que já batemos.

Vale a pena?

Olha, só se você for MUITOOOOOO fã da franquia e quiser babar no rostinho bonito do Dylan O’Brien, por que esta franquia de distopia segue como a pior de todas. O que este longa tem de melhor é que optaram por uma trilogia mesmo ao invés de dividir o final em duas partes. Maldito Harry Potter, a culpa é sua por esta tendência maldita. O longa estreia dia 25 de janeiro nos cinemas.

Küsses,

Ps.: Fechamos com 16 clichés, mas certeza que tem mais.

Comentários

ResumoACABOUUUUUU!!! A-C-A-B-O-U!
2.4
Critérios
Direção
Roteiro
Elenco
Produção / fotografia
Clichés
Observações:
  • Durante a cena do resgante, os vilões desviam do caminho com um avião (que poderia acabar com tudo) para só percorrer os mocinhos de carro. O avião é "roubado", acho que não entendemos essa cena.
  • O povo do "não é só por R$0,20" arrebentou tudo na Última Cidade
  • Parte da Última Cidade não é destruída, então por que caramba é mais legal morar na praia sem estrutura?
Observações:
  • Teresa...sua louca!
  • Thomas...seu sem graça!
  • Minho...Arrume um nome melhor...
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