**** COM SPOILLERS****

Bom dia seus freaks, tudo bem? Tudo em ordem na sua cidade? Porque em Gotham City não podemos dizer o mesmo. Uma das coisas que me fascina no cinema em geral é a absorção e envolvimento do ser humano com a arte cinematográfica. Ir ao cinema e matar a sua ansiedade pela aquela história é como saciar um desejo por uma comida específica: o alimento de completa, gera prazer e após comer o sabor na boca te deixa em êxtase.  Essa é a sensação  que você terá após assistir Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge e ainda com uma pitada de “missão cumprida”.

Quando se é fã você assume uma responsabilidade com um personagem, você o defende, você analisa, você critica quando fazem algo com a sua imagem que não está do seu agrado, e discutir isso sem perder a cabeça é praticamente impossível.

Quem é o melhor Batman? Qual é a melhor franquia do Batman? Quem é o melhor vilão do Batman? São perguntas delicadas de responder, porque existe um contexto, um universo e uma infinidade de informações que constroem o majestoso mundo de Gotham City e seu protetor.

Com certeza, até 2012, a trilogia do Homem-Morcego do Diretor Christopher Nolan é a melhor, e com isso acho que poucos discordam. Mas porque é a melhor? Porque ele traz o mundo mágico dos quadrinhos para a realidade como uma sinfonia perfeita. É um conjunto de detalhes do roteiro, da construção de cada personagem, da cronologia dos fatos para construir o caos somados à intensidade, humanização, ódio, amor, medo e corrupção.

Se pararmos para pensar nós vivemos em Gotham City, exceto pela existência do Batman, só que estamos tão acomodados em nossas vidas e rotinas que deixamos de lado o que realmente acontece nas ruas e no governo. Talvez a busca pelo “herói” seja um anseio nosso também, mas é preferível deixar esse sonho para o mundo imaginário.

O Batman que estréia hoje nos cinemas é de longe um dos filmes mais emocionantes que assisti, e não só pelo fato de ser fã do Batman, mas por talvez ter a certeza que qualquer pessoa que assistir (independente do seu conhecimento sobre o personagem) vai se emocionar e entrar na história de cabeça e reagir de forma empolgante à quase 3 horas de filme.

Ainda sou velha a ponto de afirmar: filme bom é filme que te prende! Talvez seja mesmo! As pessoas esquecem que por trás de uma atuação boa ou ruim existe um roteiro e uma ordem de fatos que constroem a obra chamada filme.

Eu resumo a trilogia de Nolan com algumas palavras:  esperança, sabedoria, responsabilidade, vingança e coragem! Em todo momento nos deparamos com diálogos que envolvem essas palavras.

Alfred é o fiel mordomo de Bruce Wayne que de forma sutil se revela um amigo, pai e única pessoa com propriedade de julgar os atos e decisões da o Batman. O comissário Gordon duela entre o correto e o necessário e todas as suas decisões carregam o “abrir mão de alguma coisa”. Harvey Dent agora é  elo da história e comprova que ser herói ou vilão possui o fator “influência” incontrolável. Bane é caótico, agressivo e muito raivoso. A história por trás de sua personalidade e atitudes nos leva a gostar do vilão em muitos pontos do filme, e essa sensação seria politicamente incorreta, porém necessária para mostrar que qualquer um está suscetível a ser “Duas Caras”.

Sem mais, parabenizo Hanz Zimmer por fazer um filme com duas músicas!

Mais detalhes de cada personagem, falarei esporadicamente em outros  posts.

Leia aqui uma visão mais analítica do filme e menos romântica como a minha! =D

Beijos,

Lady Freak

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