Finalmente, Lúcifer está entre nós!

Não, não é o Rei do Inferno ou o Anjo Caído que decidiu sair à luz do dia e mostrar que todas as catástrofes que estão acontecendo hoje, inclusive a super delação premiada do ex-criminoso Wesley Batista, foram de responsabilidade dele.

Primeiramente, uma bagunça prévia

É a série com seu nome, produzida por Jerry Bruckheimer, lançada em 2015 para o canal Fox americano e que deveria ter sido exibida pelo canal Warner, mas não foi. Algum mistério por trás disso? Talvez, o fato é que chegou-se a fazer material promocional sobre Lúcifer, que foi abandonado e não exibido. Teria sido alguma pressão de grupos religiosos por colocar o Capeta como figura principal do horário nobre americano? Estranho, já que a Warner não tem horário nobre há muito tempo.

Agora a primeira temporada da série (que já foi renovada para seu terceiro ano) chega ao Brasil pela Netflix, e mostra como Lúcifer, cansado de seu “trabalho”, decide abandonar o Inferno e passar uma temporada na cidade mais irônica para sua própria personalidade: Los Angeles. Exercendo uma pequena influência nas pessoas com segredos profundos, fazendo acordos para o sucesso de algumas delas, Lúcifer Morningstar é dono de um dos mais balados clubes noturnos da Cidade dos Anjos.

Cabeça vazia é oficina do diabo

Sua vida muda quando ajuda a detetive Chloe Decker a resolver um caso de assassinato de uma “amiga” de Lúcifer, morta em sua frente. Ele se interessa pela detetive, chegando a consultar uma terapeuta para saber o que ele está fazendo com sua própria vida. Detalhe, ele paga sua terapia, transando com a terapeuta. Estaria Lúcifer mudando? Por ajudar a policial a resolver casos de assassinato, estaria ele criando sentimentos de querer fazer justiça?

Claro que essas perguntas são respondidas durante essa divertida temporada, que estabelece a base dessa série, que é inspirada no personagem criado por Neil Gaiman para a revista Sandman. Irônico e mordaz, Lúcifer é interpretado pelo britânico Tom Ellis, como se este tivesse saído de um hospício. Seu olhar penetrante e sorriso de Coringa, deixa na dúvida, sempre, se ele está se transformando em uma criatura não tão revoltada contra o Pai por tê-lo expulsado de casa. E para piorar sua situação, ele está sendo ameaçado por Amenadiel (DB Woodside, de Suits), um anjo dos Céus, que quer seu retorno imediato ao Inferno por estar um caos total. Dá pra imaginar o Inferno sem caos?

Vale a pena? 

Ellis trabalhou na série inglesa Miranda, assumindo Lúcifer com uma intensidade que beira à loucura. Ao seu lado, como a detetive Chloe Decker, está Lauren German, que esteve durante várias temporadas na série Chicago Fire – Heróis contra o Fogo, do canal Universal. A dupla tem uma certa química, e claro, a famosa tensão sexual típica de séries policiais. Com a diferença que se quiser, Lúcifer a leva para cama. E aí está um detalhe importante: por mais que tenha um poder de sedução, este parece não afetar Chloe. E aí…

Bom, o lance agora é assistir essa divertida série na Netflix, que lembra um pouco Supernatural, mas como o cenário principal é o crime em Los Angeles, deixa as outras criaturas sobrenaturais apenas assistindo como o Rei dos Infernos se relaciona com nós, os mortais…

Comentários

ResumoLúcifer vai para Los Angeles "causa" um pouco e intensificar o título de "Cidade Proibida".
4.5
Critérios
Direção
Roteiro
Produção
Elenco
Observações:
  • Uma boa mistura de sobrenatural e investigação policial.
  • A tensão sexual que existe atrapalha em alguns episódios.
  • A interpretação de Tom Ellis, quase histriônica, funciona para o personagem.
  • Jerry Bruckheimer na produção é garantia de longevidade da série.
Avaliação dos leitores: 0(0 Votos)
Dê sua nota