Alguém pode confirmar que Inumanos não foi uma
pegadinha que saiu de controle?

Vamos tirar algo da frente. Inumanos não é só a pior série de quadrinhos de todos os tempos, facilmente superando coisas horríveis como Mulher Gato (Birds of Prey, não o filme da Halle Berry) e Witchblade, ela é uma das piores séries do ano. Ao longo de tortuosos oito episódios, o produtor Scott Buck pareceu estar em uma missão de Deus para provar para as pessoas que ele consegue fazer algo muito pior que Punho de Ferro.

Por onde começar?

Para os pouco aventurados, vamos falar sobre Inumanos nos quadrinhos. Em linhas gerais, a HQ conta a história de uma sociedade secreta de super-humanos. Uma linha paralela da evolução humana onde todos os seres são sujeitos a um ritual chamado terrigênese que desperta no indivíduo habilidades latentes. A sociedade de Atillan, onde moram os Inumanos é completamente utilitária, se você nasce com poderes de cura vai virar médico, se seus poderes forem de combate vai virar soldado.

A cidade, que já existiu em diversos lugares, mas o mais famoso é a lua, é protegida pela família real de Atillan. Raio Negro, o rei, tem o poder de destruir qualquer coisa com sua voz, sua esposa Medusa tem cabelos controláveis que são duros como metal e super fortes. O restante da família como o poderoso Gorgon, o aquático Triton e o mortífero Karnak usam suas fantásticas habilidades para proteger a nação Inumana de diversas ameaças.

E a série?

Na série, o Raio Negro se comunica exclusivamente via expressões de imbecil, Medusa tem seu cabelo cortado no primeiro episódio, Gorgon inexplicavelmente se afoga porque ele anda em linha reto irritado em direção ao mar, Triton some no primeiro episódio e Karnak é o que acontece quando alguém assume níveis Harrison Ford de desinteresse ao interpretar um personagem.

A série é uma fralda geriátrica cheia de comida indiana e pelos pegando fogo em um lixão na frente de um telão passando os melhores momentos dos seus avós transando. É difícil dizer alguma coisa positiva, basicamente.

A trama

A série começa quando Maximus, o irmão do Raio Negro organiza um golpe de estado. A família real foge de Atillan por meio de Dentinho, o cachorro gigante com poderes de teleporte. Cada um vai parar em um lugar diferente do Havaí, garantindo que metade dos episódios os atores ficam o tempo todo fingindo estar no telefone com os parentes. Algo que, garantimos, não funciona para criar drama e cenas cheias de adrenalina.

Vamos falar sobre Karnak. O poder do personagem envolve enxergar a falha em tudo. Ele usa esta habilidade para aniquilar oponentes com um único golpe ao identificar seu ponto fraco. Ele é capaz de destruir um prédio inteiro com um único toque ao localizar a falha fundamental da estrutura. Nos quadrinhos ele já escapou do inferno e da morte usando seus poderes.

Na série, o ator que interpreta o personagem mal se deu o trabalho de ficar em forma, oficialmente se tornando o primeiro super herói com tetinhas de macho na televisão e cinema. Seu personagem que, de novo, tem o poder de ser “mais foda que o Batman”, perde suas habilidades quando escorrega numa ribanceira e bate a cabeça. Ele vai parar em uma plantação de maconha onde foge de capangas genéricos havaianos. O arco inteiro lembra algum episódio perdido de Thunder: Missão no Mar.

Eventualmente, os Inumanos se reúnem novamente após eventos que envolvem revelações completamente irrelevantes e diversas ligações interurbanas entre a parentaiada da família real. Eles sobem para Atillan e aprendem uma lição sobre reinar sem ser espírito de porco ou algo do gênero.

O veredito

Sobreviver aos oito episódios de Inumanos é desunamo. A direção é preguiçosa, os personagens são desinteressantes e o roteiro com certeza foi filmado com páginas faltando. A pior parte é que a série não consegue ser ruim o suficiente para ser boa ironicamente. E olha que o Havaí é uma terra celebrada por tramas de cunho questionável...

Até a próxima!

Comentários

ResumoInumanos é o que acontece quando ninguém fala não a tempo.
0.1
Critérios
Direção
Roteiro
Elenco
Enredo
Observações:
  • Confesso que foi difícil montar essa crítica. Porque peguei no sono em quase todos os episódios.
  • Eu nunca pego no sono em nada que assisto, mas parece que meu cérebro desligou para evitar danos colaterais.
  • Pontos para a abertura que parece algo feito em flash nos anos 90.
Observações:
  • Alguém quer falar mais sobre Thunder: Missão no Mar? Sinto que é algo que deveria ser revisitado nos dias de hoje.
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