Cinquenta Tons de Liberdade encerra trilogia com romance,
ação e muita sacanagem

Chegou a hora de se despedir. Os fãs de Cinquenta Tons ficam órfãos a partir do dia 8 de fevereiro com a estreia do terceiro e último filme da franquia, Cinquenta Tons de Liberdade. Prepare-se para muita ação, muitas ordens dadas por Anastasia Steele (Dakota Johnson) e um Christian Grey (Jamie Dornan) gradativamente deixando de ser sádico para se tornar um submisso.

Cinquenta Tons de Cinza

De volta ao começo desse romance novelístico, Ana descobre um mundo cheio de poder, controle e pouco amor. Assustada com o futuro do relacionamento dos dois, no primeiro filme conhecemos os sórdidos desejos de Christian, sua mania insuportável de mandar em tudo e todos e uma Ana boba que se deixa levar por presentes caros. Nos apaixonamos por Jamie e Dakota (mesmo com a atuação de ambos bem engessada) e amamos gritar aos sete ventos: EU NÃO FAÇO AMOR, EU F*** COM FORÇA!

Cinquenta Tons Mais Escuros

O segundo filme da saga deu asas a Ana. Com a volta do relacionamento, os segredos estão proibidos e uma nova ameaça surge para por em prova o romance dos dois. Christian precisa ser mais aberto, deixar Ana entrar em sua vida de fato e Ana mostra que também sabe e pode controlar tudo. Impondo e exigindo certas atitudes do moço, o casal conseguiu encontrar um “denominador comum” e o final do segundo filme termina com um belo pedido de casamento.

Cinquenta Tons de Liberdade

Sra. Grey chegou e veio para ficar. O terceiro filme da franquia deixa o erotismo de lado e mostra que os dois só precisam aprender a ser um “casal normal”, onde ambos caminham para o respeito mútuo. Ana agora tem seguranças particulares, um novo cargo na editora e põe as cartas na mesa: o casamento só vai durar se Christian recuar com suas ordens e mania insuportável de de tentar controlar a esposa. Em paralelo, Jack Hyde (Eric Johnson), seu ex chefe abusivo, segue em frente com seu plano de vingança contra Christian.

Porém, Christian não contava com duas reviravoltas. Jack tem um motivo plausível, e aceitável para trama, e precisa se vingar. Já Ana, carrega no ventre algo que fará o bilionário não ser mais o centro das atenções. Para tal, Sra. Grey precisa assumir o fardo de ser uma Grey, aprender a despistar seu segurança, peitar o maridão e por em prova o que o Sr. Grey sente por ela. A trama amarra muito bem os conflitos e leva a audiência a duvidar do futuro dos dois. Um elemento quase surpresa e inesperado nesta narrativa sabor sorvete baunilha.

Falando em sorvete…

A insaciedade de Christian por f**** com força segue firme e rígid…digo, forte. Ana está 100% entregue ao gosto peculiar do marido, enquanto no segundo filme ela evita o quarto vermelho, agora parece não querer sair de dentro dele e quase todas as cenas são dominadas ou controladas por ela, colocando Christian como o submisso. E isso é sexy pra caramba… NHAMY!

Ainda assim, quarto vermelho e os acessórios do casal são meros coadjuvantes, exceto por um momento onde a palavra de segurança é gritada por Ana, mostrando que a jovem tem limites para ser submissa enquanto Christian quebra ao ver que realmente aprendeu a amar.

O filme

James Foley entrega uma direção segura, cheia de cortes e sequências com estrutura. Da cena do casamento à carros caríssimos percorrendo as ruas de Seatle, Cinquenta Tons de Liberdade é bem dirigido e ousa nos momentos de ação.

Além disso, os atores secundários ganham tramas interessantes. Os irmãos Grey têm mais espaço em tela conectados a algo com a quase esquecível melhor amiga de Ana, Kate (Eloise Mumford). Mas José (Victor Rasuk) segue na trama apenas para constar. Coitado, tem UMA fala o filme todo…

Ah o amor…

No fundo, no fundo, o que os fãs de Cinquenta Tons querem ver é um Christian Grey apaixonado. E isso o longa entrega. Muitas pessoas nos perguntam aqui na Freakpop qual é o apelo da franquia.  Por mais que o sexo seja a vitrine de frente para que mulheres descubram seus desejos sexuais mais íntimos, é o “Eu te amo” dito pelo galã que todas querem ver e babar. No fim, Cinquenta Tons é uma comédia romântica padrão com algumas cenas eróticas.

Christian Grey é uma persona imaginária, que surgiu de uma fanfic de Edward Cullen (saga Crepúsculo). Óbvio que nos dias de hoje a mulherada bate no peito e admite que um homem só manda entre quatro paredes, e é exatamente isso que Ana combate: as ordens machistas e cretinas de um homem que precisa manter o controle de tudo, ignorando os elementos do BDSM. Ela dá o seu grito de liberdade, em cinquenta tons, e consegue transformar o Sr. Grey em um príncipe encantado.

Eçaporra fará um sucesso de bilheteria…..

O romance pode ser banal, Grey ainda é um mimadão de 27 anos que consegue tudo na base do berro, mas ele tem sua redenção em Cinquenta Tons de Liberdade com direito a cena fofa pós crédito. E é exatamente isso o que a audiência quer ver. Então, caros leitores, podem ir tranquilos para o cinema. O terceiro filme da saga não só é o melhor como tem todo clima de Cinderela da Disney. Aos haters, só lamentamos, por que assistir Cinquenta Tons e querer avaliar a franquia de forma séria é uma perda de tempo. Esta saga é para os fãs e para aqueles que adoram sonhar com um marido perfeito que, ainda por cima, f*** com força.

Küsses,

Comentários