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Bill Pullman esteve no Brasil e a Freakpop acompanhou
Presidente Whitmore em todos os seus compromissos!

No dia 23 de junho, o próprio Presidente Whitmore, Bill Pullman, aterrizou no Brasil para conversar com a gente sobre Independence Day: O Ressurgimento. O ator, acompanhado de seu filho Louis, chegou transbordando carisma na coletiva que rolou na Arena Allianz Park.

Bill Pullman esteve no Brasil para divulgar o longa Independence Day: O Ressurgimento.  Foto: Carol Martins - Insert Transmídia / Freakpop
Bill Pullman esteve no Brasil para divulgar o longa Independence Day: O Ressurgimento.
Foto: Carol Martins – Insert Transmídia / Freakpop

Sobre repetir um personagem pela primeira vez, brincou que nunca fez uma continuação até Independence Day: O Ressurgimento. Ele contou que já trabalhou com famílias de diretores (Lawrence e Jake Kasdan), (David e Jennifer Lynch) e, sorridente, disse que chegou a vez de fazer as pessoas trabalharam com seu filho.

Em relação ao seu personagem, Whitmore é agora um ex-presidente, apesar de não ser um líder, seus instintos ainda estão afiados. Lunático e poeta, tem uma verdade maior do que os normais conseguem ver e, em sua loucura, ele enxerga o mundo com mais clareza, insiste que os alienígenas estão voltando e ninguém acredita. No fundo ele estava certo.

A conexão que o personagem tem com sua filha é muito importante. Quando ele se reuniu com Roland (Emmerich), Pullman estava curiosos para saber se a atriz Maika Monroe e ele teriam uma conexão convincente como pai e filha. Quando ele a conheceu, de cara tiveram uma conexão. Ele teve sorte, segundo ele, de terem conseguido uma atriz competente. Tem algo sobre Independence Day (o primeiro), que ele tinha receio de sumir no segundo, que é a conexão que a audiência tem com os personagens. Foi uma grande sorte que o segundo filme conseguiu manter o espírito do primeiro e manter esse tom emocional.

Em relação à relevância de voltar a um filme de 20 anos atrás. “É loucura o grau de sofisticação das histórias hoje em dia! No lançamento do original, me lembro na França, a crítica chamava o filme de ‘estúpido’. ‘É o fim do mundo! Como que isso pode ser divertido?’ Mas descobrimos que a audiência não ligava de se divertir um pouco no fim do mundo. E vemos que esse modelo de história foi replicado por outras pessoas. Hoje vemos filmes de ficção científica e quadrinhos que tratam desse tema de destruição, mas sempre com diversão. Estávamos preocupados em parecer irrelevantes, mas a visão e ambição de Emmerich é um pouco assustadora, porque temos mais personagens e mais escala. Acho que assim nos mantemos relevantes no mercado atual.”

Sobre seu momento favorito do filme, ele lamenta que a melhor cena em sua opinião, tragicamente foi cortada. E brincando, diz que teve alguns dias para superar o sofrimento. Ele diz que gostaria de ter tido mais tempo para explorar mais cenas entre o presidente Whitmore e sua filha. Havia uma cena no começo do filme com pai e filha no carro que ajudava a estabelecer a cena final onde ambos voam lado a lado na batalha final. Mesmo assim, diz que acredita que hoje em dia as audiências talvez sejam mais atentas e não precisam de tanta exposição.

Bill Pullman também falou sobre a experiência de trabalhar com uma geração mais  nova de atores, ele admite que esperava que a experiência fosse mais diferente do que o que de fato rolou. Novamente, admira a capacidade do diretor de selecionar os atores certos para o papel. Ele diz que o diretor não é simplesmente movido por atores jovens que estão na moda por causa de grandes sucessos, ele insiste em usar os atores que são importantes para ele. Mesmo assim, foi só elogios para Liam Hemsworth e Maika.

O que mais empolgou Pullman no segundo filme foram os avanços tecnológicos aplicados à continuação. A diferença de tecnologia impressionou o ator. O primeiro foi feito praticamente inteiro com efeitos especiais práticos. O segundo é composto de praticamente 80% CGI. “E você acorda, sai do seu trailer no meio do deserto do Novo México, atravessa a plataforma e entra em um galpão que parece um Best Buy (rede varejista de eletrônicos nos EUA) que tomou anabolizantes. O maior soundstage da América do Norte. É estranho interagir com seres humanos com figurinos em um ambiente abstrato (tela verde). De certa forma, é mais íntimo, e nos deixa mais focado quando o cenário não interfere.”

“É interessante ver também a progressão do personagem. Eu interpretei Otello em uma peça na Noruega e é um personagem que sofre uma debilitação. Quando Roland falou que eu teria uma bengala, é interessante observar como aplicamos isso e aos poucos observem meu personagem vai se tornando mais saudável conforme seu senso de propósito vai aparecendo na trama. Então não passei o dia inteiro comendo rosquinhas! Tive que trabalhar!” brinca o ator.

Durante a entrevista, Pullman também falou sobre filmes que influenciaram sua vida e disse que ficção cientifica não existia como gênero em sua época. “Crescendo, os filmes que tinham impacto eram filmes da Segunda Guerra Mundial, John Wayne, A Ponte do Rio Kwai. Saía consternado, com medo de ter sido invadido! Ia andando me escondendo por trás dos postes de telefone! Os postes eram finos, mas eu era esguio e corria em ‘zig zag’ para evitar os tiros de metralhadora caso os japoneses haviam invadido minha cidade.” – e assim, o ator traçou um paralelo com Independence Day: O Ressurgimento – “É interessante ver, na cena onde Jesse e Liam fazem um mergulho controlado dentro da nave mãe e caem dentro de um ambiente com plantas e águas. E eles escondidos observam os pés dos inimigos… e isso é muito parecido com filmes de guerra! Acho que isso é o dom de Roland que tem essa visão de criança para esse tipo de coisa.”

Sobre o apelo do Independence Day original. “Outros atores de grandes filmes deste verão podem não concordar comigo, mas o original tem um charme único. Existe um amor pela humanidade, ele abraça os desafios de cada ser humano, que eles podem estar enfrentando a pior catástrofe imaginável, mas mesmo assim se preocupam em se alimentar o cachorro e coisas do gênero. Existem muitos componentes do mundo, mas se conseguirmos superar nossas diferenças e ver o que temos em comum, existe uma grande felicidade em ser humano.”

Sobre o Brasil, ele diz que é semelhante ao mundo. Existem tantos tipos diferentes de pessoas e etnias ajudando a formar o que o país é. “Eu estava fazendo outro filme e só fiquei livre duas semanas atrás e tive a oportunidade de vir para o Brasil para promove-lo. Existe algo muito especial sobre esse filme e a forma como o Brasil entendeu o primeiro filme e deu boas vindas a ela e espero que o segundo tenha o mesmo efeito.”

A Freakpop também teve o privilégio de conversar rapidamente com o ator:

Sério. É muito carisma…

Até a próxima!

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