Mais um dia de trabalho, artistas e roteiristas reunidos no escritório Freakpop Studios, os projetos estão a mil. E a chefia (marido e sócio) no meu pé: Você não vai escrever hoje?

Eu, de forma ríspida, respondo: Posso terminar meu joguinho? (malditos Iphones que viciam…rs) Mas ok, como uma boa mulher, recuo um pouco e fico áspera…….e assim surge minha inspiração….

Há 51 anos, Bil Finger e Bob Kane criam uma das personagens mais marcante, áspera, vingativa, raivosa, inteligente, amargurada, ladra e totalmente femme fatale: a Mulher Gato! Mais uma vez a DC manda muito bem e complementa a primeira edição do Batman, em 1946, com a aparição do alterego de Selina Kyle. Neste mesmo HQ, o Coringa, tema do post anterior, também é apresentado.

Selina Kyle era uma menina orfã que cresceu em um orfanato feminino. Após fugir do local, ela passa a observar os passos do Batman, sua grande inspiração, que se torna seu principal rival. Apesar do romance dos dois, que durou pouco, o destemido homem morcego combate a criminalidade da ladra sedutora e nunca consegue prendê-la.

Mulher Gato – 1947

Mulher Gato – 1983

Mulher Gato e Coringa- 1983

Em 1951 a DC lança uma publicação que relata a história de Selina. Diagnosticada com amnésia, nesta edição, a vilã sofre uma pancada na cabeça e relembra sua vida antes de virar uma ladra. Ela trabalhava como aeromoça e após um acidente perde a memória, uma outra lembrança é de que seu pai tinha muitos gatos. Cansada da vida de prostituta, Selina cria uma “fantasia” e invade as ruas no calar da noite roubando dos cidadões inocentes de Gotham. Através de sua “profissão”, somada à sua obsessão/paixão pelo “morcegão”, a personagem ganha os fãs das HQ`s e do mundo.

O visual Catwoman passou por algumas fases, inicialmente Selina usava uma máscara de gato, e no final da década de 40, passou a utiliza uma máscara semelhante a do Batman: eram as orelhas do morcegão duelando com as orelhas da mulher gato. A vilã-heroína também usou um vestido longo de fendas, decotes e roupas fechadas, botas de cano baixo à longo até chegarmos no visual vinil dos cinemas inspirados nas seus versões dos anos 80/90 de roupa justa, as chamadas spandex.

Antes de chegar em Hollywood, a personagem foi imortalizada pela atuação de Julie Newmar na série de TV do Batman nos anos 70.

Finalmente, em 1992, Tim Burton trás às telonas Michele Pfeiffer (Batman – O Retorno) em um visual e interpretação inesquecíveis. Em sua versão mais atual, com uma roupa justa de vinil, a atriz vive a ex menina de rua orfã e sedutora em uma interpretação unica que gera referências respeitáveis até hoje…..ouso dizer: referências estas que também serão eternas.








Ok ok ok….já deixei clara minha preferência da Mulher Gato loira, certo? Apesar da “falha” de Tim Burton, eu a considero a top top top Catwoman da televisão. (Um momento de silêncio pelo fato de que eu não vou citar Helle Berry (…)….péssima).

Michelle, além da interpretação impecável, foi absurdamente sensual e grosseiramente bem caracterizada. A cena em que ela se lambe é uma das mais inesquecíveis.

Como o assunto aqui também é moda, deixarei vocês na vontade de saber minha análise sobre o visual anos noventa da minha idolatrada Catwoman….

Beijos

L.F.

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